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Os Instrumentos na Bruxaria.

>> domingo, 13 de setembro de 2015


Bruxaria, Antiga Arte.....sobre os instrumentos, um texto de Scott Cunningham.

Instrumentos:
Assim como em outras religiões, alguns objetos são utilizados em Wicca com finalidades ritualísticas. Tais instrumentos são utilizados para evocar as Deidades, afastar a negatividade,
direcionar energia por meio do toque e da intenção.
Alguns instrumentos da Bruxa (a vassoura, o caldeirão e o bastão mágico) assumiram papéis importantes no folclore e na mitologia contemporâneos. Graças à popularização das fábulas e ao trabalho dos estúdios Disney, milhões de pessoas sabem hoje que se utilizam caldeirões para preparar poções e para transformar o feio em belo.
A maioria das pessoas, no entanto, ignora a poderosa magia por trás desses instrumentos e seu simbolismo dentro da Wicca.
Para praticar Wicca, devemos possuir ao menos alguns desses instrumentos. Procure tais tesouros em antiquários, lojas de bugigangas, feiras de trocas e mercados de pulgas. Ou então escreva para fornecedores de artigos para ocultismo. Apesar de difíceis de ser encontrados, qualquer esforço é válido para a obtenção de seus instrumentos rituais.
Tais instrumentos não são necessários para a prática da Wicca.
Ainda assim, eles enriquecem os rituais e simbolizam energias complexas. Os instrumentos não possuem poderes outros que não os que nós mesmos lhes conferimos.
Alguns dizem que devemos utilizar instrumentos mágicos até que não sejam mais necessários. Talvez seja melhor usá-los enquanto nos sentimos confortáveis com isso.

A Vassoura: 
As Bruxas usam vassouras em magia e em rituais. É um instrumento sagrado tanto à Deusa como ao Deus. Isto não constitui novidade; no México pré-colombiano uma espécie de deidade bruxa,
Tlazelteotl, era representada voando nua sobre uma vassoura. Os chineses cultuam uma deusa das vassouras que é invocada para trazer bom tempo em períodos de chuva.
Além disso, provavelmente devido a seu formato fálico, a vassoura se tornou um instrumento poderoso contra pragas e praticantes de magia negra. Quando colocada no chão transversalmente à entrada da casa, a vassoura barra quaisquer encantamentos lançados contra a casa ou seus ocupantes. Uma vassoura sob o travesseiro traz sonhos agradáveis e protege a pessoa.
As Bruxas européias passaram a ser identificadas com as vassouras porque ambas eram associadas à magia pelo conhecimento popular e religioso. As Bruxas eram acusadas de voar em cabos de vassoura, e isso era considerado uma aliança com as "forças obscuras". Tal ação, se pudesse ser praticada, seria realmente sobrenatural, e assim, demoníaca a seus olhos, contrastando com as simples curas e encantos de amor realmente praticados pelas Bruxas. Obviamente, o mito foi criado pelos perseguidores de Bruxas.Alguns Wiccanos afirmam que bruxas "voavam" em vassouras pulando no solo, do mesmo modo como crianças em cavalinhos de pau, para promover a fertilidade dos campos. Acredita-se, ainda, que as lendas de bruxas voando em vassouras eram uma explicação pouco sofisticada para a projeção astral.
Ainda hoje a vassoura é utilizada na Wicca. Um Wiccano pode iniciar um ritual varrendo levemente a área (dentro ou fora de casa) com sua vassoura mágica. Após isso, o altar é preparado, os instrumentos são nele arrumados e o ritual pode assim ser iniciado.
(Veja Capítulo 13. Planejamento de Rituais.)
Este ato de varrer é mais do que uma limpeza física. Na verdade, os pêlos da vassoura nem precisam tocar o chão. Enquanto varre, o Wiccano pode visualizar a vassoura eliminando os excessos astrais que surgem onde humanos vivem. Isto purifica a área, permitindo assim melhores trabalhos rituais.
Sendo a vassoura um purificador, ela é associada ao elemento da Água. Assim, é também utilizada em todos os tipos de encantamentos com água, inclusive os de amor e de trabalhos
psíquicos.
Muitas Bruxas colecionam vassouras, e sem dúvida sua infindável variedade e os materiais exóticos utilizados em sua confecção tornam este um hobby interessante.
Se desejar fazer sua própria vassoura mágica, pode tentar a velha fórmula de utilizar um cabo de freixo, galhos de bétula amarrados com ramos de salgueiro. O freixo é protetivo, a bétula purificante e o salgueiro é sagrado à Deusa.
Obviamente, um galho de qualquer árvore ou arbusto pode ser utilizado no lugar da vassoura (ao cortá-lo, agradeça à árvore pelo sacrifício, utilizando palavras como as contidas na seção "Um Guia Herbáceo" do Livro de Sombras das Pedras Erguidas, Seção III).
Pode-se usar também uma pequena vassoura de folhinhas de pinho. Nos antigos casamentos escravos na América, assim como nas núpcias Ciganas, o casal geralmente pulava ritualmente por sobre uma vassoura para solenizar sua união. Tais casamentos eram comuns até tempos recentes, e ainda hoje casamentos Wiccanos e pagãos incluem um pulo por sobre uma vassoura.
Muitos encantamentos antigos envolvem a utilização de vassouras.
Em geral, a vassoura é um instrumento purificador e de proteção,
utilizado para limpar ritualisticamente a área de magia ou para proteger um lar ao ser colocada na entrada, sob a cama, em peitoris de janelas ou nas portas.
A vassoura utilizada em magia, como todos os instrumentos mágicos, deve ser reservada para esse único fim. Se desejar comprar uma vassoura, tente encontrar uma arredondada; as vassouras horizontais aparentemente não possuem o mesmo efeito.

Bastão.
O bastão é um dos instrumentos mais importantes. Tem sido utilizado há milhares de anos em ritos mágicos e religiosos. É um instrumento de invocação. A Deusa e o Deus podem ser chamados para assistirem ao ritual por meio de palavras e de um bastão erguido. Também é por vezes utilizado para direcionar energia, para desenhar símbolos mágicos ou um círculo no solo, para indicar a direção de perigo quando perfeitamente equilibrado na palma da mão ou no braço de um Bruxo, ou mesmo para mexer um preparado em um caldeirão. O bastão representa o elemento do Ar para alguns Wiccanos, e é sagrado para os Deuses.
Há madeiras tradicionais para a confecção de um bastão, dentre elas o salgueiro, o sabugueiro, o carvalho, a macieira, o pessegueiro, a avelã e a cerejeira. Alguns Wiccanos a cortam com o comprimento da ponta de seu cotovelo até a extremidade de seu indicador, mas isto não é necessário. Qualquer peça relativamente reta de madeira pode ser utilizada; até mesmo uma cavilha comprada em uma loja de ferramentas serve, e já vi bastões maravilhosamente esculpidos ou pintados feitos a partir destas.
A consciência (e o marketing) da Nova Era resgatou o destaque dos bastões. Criações maravilhosas de prata e com cristais de quartzo estão à sua disposição numa vasta gama de tamanhos e preços.
Certamente, podem ser utilizados em rituais de Wicca, apesar de os de madeira possuírem uma história mais antiga.
A princípio, não se preocupe com a busca pelo bastão ideal; ele virá até você. Utilizei um pedaço de raiz de alcaçuz como bastão por algum tempo, e obtive bons resultados com ele.
Qualquer madeira que utilizar será imbuída com energia e poder.
Encontre uma que lhe seja confortável, e pronto.

Incensário.
O incensário é um queimador de incenso. Pode ser feito de metal, de forma complexa, como o utilizado pela igreja católica, ou uma simples concha do mar. O incensário é o suporte para o incenso aceso durante os rituais Wiccanos.
Se não conseguir obter um incensário apropriado, confeccione um você mesmo. Qualquer pote ou taça cheio até a metade com areia ou sal funciona a contento. O sal ou a areia absorvem o calor do carvão ou incenso e evita que o pote se quebre. Varetas de incenso também podem ser insertas no sal, e pode-se ainda apoiar os cones em sua superfície.
A utilização de incenso em rituais e em magia é uma arte em si só e por si só. Quando nenhum incenso específico for necessário para rituais e encantamentos, use sua intuição e criatividade para
determinar a combinação a ser feita.
Podem ser utilizados incensos em varetas, em cone ou em tijolinhos, mas a maioria dos Wiccanos prefere incenso cru ou granulado, do tipo que deve ser queimado sobre pedrinhas de carvão, disponíveis em fornecedores de artigos para ocultismo. Qualquer um serve.
Na magia cerimonial, por vezes pede-se a aparição visual de "espíritos" por meio da fumaça que emana dos incensos. Mesmo não sendo isto uma característica da Wicca, a Deusa e o Deus podem eventualmente ser vistos na fumaça que se enrola. Sentar-se respirando lentamente enquanto se observa a fumaça pode induzir a estados de transe, que nos leva a estados alterados de consciência.
Rituais Wiccanos, quando praticados no interior de prédios, não serão completos sem um incenso. Ao ar livre, uma fogueira pode substituí-lo, ou mesmo incensos de vareta afixados no solo.
Portanto, o incensário é uma importante peça para rituais internos.
Para alguns Wiccanos, o incensário representa o elemento do Ar. É geralmente posicionado diante das imagens das Deidades no altar, se houver.

Caldeirão.
O caldeirão é o instrumento da Bruxa por excelência. É um antigo recipiente culinário, imbuído em mistério e tradição mágica. O caldeirão é o recipiente no qual ocorrem as transformações mágicas; o cálice sagrado, a fonte santa, o mar da Criação Básica.
A Wicca vê o caldeirão como um símbolo da Deusa, a essência manifesta da feminilidade e da fertilidade. É também um símbolo do elemento da Água, da reencarnação, da imortalidade e da
inspiração. As lendas Celtas acerca do caldeirão de Kerridwen tiveram grande impacto na Wicca contemporânea.
O caldeirão é geralmente um ponto central dos rituais. Durante os ritos da primavera, é por vezes cheio com água fresca e flores; no inverno, acende-se fogo dentro do caldeirão para representar o retorno do calor e da luz do Sol (o Deus) vindo do caldeirão (a Deusa). Isto está ligado a mitos agrícolas nos quais o Deus nasce no inverno, atinge a maturidade no verão e morre após a última colheita (ver Capítulo 8. Dias de Poder).
Idealmente, o caldeirão deve ser feito de ferro, apoiando-se em três pés e com a boca menor do que sua parte mais bojuda. Pode ser difícil encontrar um caldeirão, mesmo os menores, mas uma busca cuidadosa em geral nos leva a algum tipo de caldeirão. Algumas lojas por catálogo possuem caldeirões, mas não regularmente. Aconselha-se investigar esses fornecedores.
Caldeirões podem ser encontrados em vários tamanhos, desde
aqueles com alguns centímetros de diâmetro até monstros com raio de cerca de meio metro. Eu coleciono alguns, inclusive um antigo, reservado para fins rituais.
O caldeirão pode-se tornar um instrumento de scrying ("contemplação") ao ser cheio com água e ter seu fundo escuro observado. Pode também servir como um recipiente no qual preparar as famigeradas bebidas Wiccanas, mas tenha em mente que um fogo forte e muita paciência são necessários para ferver líquidos em caldeirões grandes. A maioria dos Wiccanos utiliza fogões e panelas hoje.
Se tiver dificuldade em encontrar um caldeirão, persista e um acabará materializando-se. Certamente, não há mal em pedir para que a Deusa e o Deus ponham um em seu caminho.

Faca Mágica.
A faca mágica (ou athame) possui uma antiga história. Não é utilizada como instrumento de corte na Wicca, mas sim para direcionar a energia gerada durante ritos e encantamentos.
Raramente é utilizada para invocar ou chamar as deidades, pois é um instrumento de comando e manipulação de poder. É melhor chamar pela Deusa e pelo Deus.
A faca é geralmente cega, normalmente de fio duplo e com um cabo preto ou escuro. O preto absorve poder. Quando utilizada em rituais (ver O Livro de Sombras das Pedras Erguidas) para direcionar energia, um pouco de seu poder é absorvido pelo cabo - apenas uma quantidade ínfima -, o qual pode ser evocado posteriormente. Do mesmo modo, por vezes a energia gerada em rituais Wiccanos é canalizada à faca para uso posterior. Estórias de espadas com poderes e nomes mágicos são bem comuns na literatura mítica, e espadas são simplesmente grandes facas.
Alguns Wiccanos entalham símbolos mágicos em suas facas, normalmente tirados da Chave de Salomão, mas isto não é necessário. Como em muitos instrumentos de magia, a faca se torna poderosa com seu toque e com sua utilização. Entretanto, se assim desejar, entalhe palavras, símbolos ou runas em sua lâmina ou cabo.
Uma espada é por vezes utilizada em Wicca, pois possui todas as propriedades de uma faca, mas pode ser de difícil manuseio em rituais internos devido a seu tamanho.
Graças ao simbolismo da faca, a qual é um instrumento que causa mudanças, é comumente associada ao elemento do Fogo. Sua natureza fálica a associa ao Deus.

Faca de Cabo Branco.
A faca de cabo branco (por vezes chamada de Bolline) é simplesmente uma faca prática, de trabalho, ao contrário da puramente ritualística faca mágica. É utilizada para cortar galhos ou ervas sagradas, inscrever símbolos em velas ou na madeira, cera ou argila, e para cortar cordas a serem utilizadas em magia.
Normalmente possui cabo branco para distingui-la da faca mágica.
Algumas tradições Wiccanas rezam que a faca de cabo branco seja utilizada apenas dentro do círculo mágico. Isto, obviamente, limitaria sua utilidade. A mim parece que utilizá-la apenas para fins rituais (como colher flores no jardim para serem colocadas no altar durante rituais) confirma o aspecto sagrado desse instrumento e permite, assim, que seja utilizado fora do "espaço sagrado".

Bola de Cristal.
Cristais de quartzo são extremamente populares hoje, mas a bola de cristal de quartzo é um antigo instrumento mágico. É extraordinariamente caro, variando de vinte a milhares de dólares, dependendo do tamanho. A maioria das bolas de cristal no mercado atualmente são de vidro, vidro temperado ou mesmo plástico. Bolas de cristal de quartzo genuínas podem ser identificadas por seu alto preço e por incrustações ou irregularidades.
O cristal vem há muito sendo utilizado na adivinhação contemplativa. O adivinho encara fixamente a bola até aflorarem as suas faculdades psíquicas, e imagens, vistas mentalmente ou projetadas no interior do cristal, revelam a informação necessária.
Em rituais de Wicca, os cristais são por vezes posicionados no altar para representar a Deusa. Sua forma (esférica) simboliza a Deusa, assim como todos os círculos e circunferências, e sua temperatura fria (outro modo de detectar cristal genuíno) simboliza as profundezas do mar, o domínio da Deusa.
Assim, o cristal pode também ser utilizado para receber mensagens dos Deuses, ou para armazenar a energia gerada no ritual. Alguns Wiccanos olham fixamente para o cristal para atrair imagens da Deusa ou de vidas passadas. É um objeto mágico tocado pelo divino.
Se encontrar uma, guarde-a com cuidado.
Sua exposição periódica à luz da lua, ou o ato de esfregar artemísia fresca em sua superfície, aumentará sua habilidade de ativar nossos poderes psíquicos. Bolas de cristal podem ser o centro de rituais da Lua Cheia.

O Cálice.
O cálice é apenas um caldeirão apoiado num pé. Simboliza a Deusa e a fertilidade, e relaciona-se ao elemento da Água. Apesar de poder ser usado para conter água (a qual está constantemente presente no altar), pode também conter a bebida ritual a ser sorvida durante o ritual.
O cálice pode ser feito de praticamente qualquer material: prata, bronze, ouro, barro, pedra-sabão, alabastro, cristal e outros materiais.

Pentagrama.
O pentagrama consiste, normalmente, em uma peça plana de latão, ouro, prata, madeira, cera ou cerâmica, com alguns símbolos inscritos. O mais comum, e sem dúvida o único necessário, é o próprio pentagrama, a estrela de cinco pontas que vem sendo utilizada em magia há milênios.
O pentagrama foi "emprestado" da magia cerimonial. Nesta antiga arte, era geralmente usado como um instrumento de proteção, ou uma ferramenta para evocar espíritos. Na Wicca, o pentagrama
representa o elemento da Terra e é um instrumento adequado à consagração ritual de amuletos, talismãs ou outros objetos. É por vezes utilizado para chamar pelos Deuses e pelas Deusas.
Pentagramas também costumam ser pendurados sobre portas e janelas para agir como protetores, ou ser manipulados em rituais para atrair dinheiro devido à sua associação com a Terra.

O Livro de Sombras.
O Livro de Sombras é um livro de exercícios da Wicca que contém invocações, padrões de rituais, encantamentos, runas, regras de magia, e assim por diante. Alguns Livros de Sombras são passados de um Wiccano a outro, normalmente na iniciação, mas a grande maioria dos Livros atualmente é criada pelo Wiccano individual.
Não acredite nas estórias contidas em outros livros de Wicca acerca de um único Livro de Sombras que teria sido passado desde a antiguidade, pois aparentemente cada facção da Wicca declara ser o seu o original, e todos eles são diferentes.
Apesar de até recentemente um Livro de Sombras ser escrito à mão, atualmente versões datilografadas ou mesmo fotocopiadas são comuns. Alguns Wiccanos estão até mesmo informatizando seus livros - criando, como alguns amigos costumam dizer, os "Floppy Discs das Sombras".
Para elaborar seu próprio Livro das Sombras, adquira qualquer livro em branco - disponíveis em lojas de arte e livrarias. Se não conseguir encontrar um, um caderno pautado servirá. Simplesmente escreva nele todos os rituais, encantamentos, invocações e informações acerca da magia que deseja preservar.
Lembre-se: todos os Livros de Sombras (inclusive o da Seção III) são sugestões para rituais, não "escrituras sagradas". Jamais sintase atado àquelas palavras. Na verdade, muitos bruxos utilizam pastas com ferragens, para permitir que alterem a ordem das páginas, acrescentando ou retirando informações de seus Livros das Sombras à vontade.
É aconselhável copiar seus encantamentos e ritos à mão. Isso não só assegura que você leia toda a obra, como também torna mais fácil a sua leitura à luz de velas. Teoricamente, todos os ritos são memorizados (nada é mais perturbador do que Ter de ler ou dar olhadelas constantes no livro) ou criados espontaneamente, mas se desejar ler seus ritos certifique-se de que as cópias são legíveis à luz bruxuleante do fogo.

Sino.
O sino é um instrumento ritual de inestimável antiguidade. O toque de um sino libera vibrações com efeitos poderosos de acordo com seu volume, tom e material utilizado.
O sino é um símbolo feminino e, portanto, normalmente utilizado para invocar a Deusa em rituais. É também tocado para afastar encantamentos e espíritos malignos, para interromper tempestades ou para evocar energias positivas. Sobre estantes ou acima da porta, eles protegem a morada. Sinos são por vezes tocados em rituais para assinalar seções diversas ou marcar o início ou o fim de um encantamento.
Qualquer tipo de sino pode ser utilizado.


Estes são alguns dos instrumentos utilizados em rituais de Wicca.
Utilizá-los, familiarizando-se com seus poderes e imbuindo-os com sua própria energia, faz com que sua utilização passe a ser natural.
Encontrá-los pode ser um problema, mas podemos encarar isto como um teste sobre a seriedade de seu interesse pela Wicca.
À medida que encontra cada instrumento, pode prepará-lo para rituais. Se forem velhos, você deve purgá-los de quaisquer associações e energias; você não sabe quem possuiu o instrumento, nem os propósitos com os quais teriam sido usados.
Para começar este processo, limpe o instrumento fisicamente, usando o método apropriado. Quando estiver limpo e seco, enterre-o (na Terra ou num vaso de terra, areia ou sal) por alguns dias, para que as energias se dispersem. Outro método consiste em mergulhar o objeto no mar, num rio ou lago, ou mesmo em sua banheira, após purificar a água com algumas pitadas de sal.
Não arruíne uma peça de madeira molhando-a; do mesmo modo, não danifique o acabamento de outro objeto por seu contato com o sal.
Use o método mais apropriado para cada instrumento.
Após alguns dias, desenterre o instrumento, limpe-o e estará pronto para a magia. Se utilizar o método da água, deixe o objeto submerso por algumas horas e seque-o a seguir. Se desejar, repita até que o instrumento esteja limpo, fresco, novo.
Cerimônias de consagração podem ser encontradas na Seção III, assim como ritos preparatórios na Seção Guia Herbáceo. Ambos são opcionais; siga o que sua intuição indicar.

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Sobre Bruxaria....

>> quinta-feira, 2 de julho de 2015



Sobre bruxaria....

Na bruxaria, ao utilizarmos um instrumento de poder, dele nos servimos enquanto poderoso símbolo, impregnado de energias por nós mesmas invocadas, seguindo determinados procedimentos. Um objeto como uma vassoura, de forma alguma, passa a ser mágico pelo simples motivo de pertencer a uma bruxa, ou ter um dia pertencido a ela.

Márcia Frazão



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Sobre consagração....

>> sábado, 21 de junho de 2014



Gostaria muito minha querida, se pudesse nos falar um pouco mais sobre consagração .....
(pedido de alguém....) 

Não há muito mais o que falar. O que acontece é que após esse tempo de convívio com o instrumento, eu lanço o círculo novamente, faço saudações aos guardiões       , faço a invocação da Deusa e a do Deus, recito a runa das bruxas...se me der na telha, e sempre dá, canto para a Deusa, e porque não para mim também, porque esse espaço de tempo que aí estou, estou entre o espaço entre os mundos, estou dando uma trégua a mim mesmo, estou também eu me purificando e consagrando.....lá no início antes de evocar os guardiões, eu determino quando acendo a vela do altar e o incenso, que eu estou naquele momento ritualizando para que se de a consagração de determinada coisa ou coisas.



 Sabe, Morg, sei que tem uns fanáticos que não aceitam consagração informal, sei que outros vão dizer, que basta adquirir o instrumento, acender um incenso ou não e dizer eu te abençoo e te consagro...e, ainda outros que vão dizer que os instrumentos não são necessários......e, eu concordo com eles também, apenas penso que somos feito de matéria, que estamos aqui e agora, e que não somos assim tão perfeitos para que tudo possa ser feito em termos de astral, tudo no mental.

Também sei que não adianta fazer 502 rituais, ter todos os instrumentos e mais alguns e tantos, andar por aí com tantos pentagramas que o pescoço possa carregar e não trabalhar com nosso crescimento e auxiliar no crescimento de outros....só volto a dizer somos matéria e precisamos de foco. Normalmente em nosso dia a dia fazemos muitas coisas erradas, baixamos nossa vibração de todas as maneiras possíveis....há que se dar transmutações, e eu me utilizo dos momentos em que ritualizo para me centrar nas transmutações. Ritualizo simples, singelo, mas com todo meu coração...normalmente, quando paro e me isolo para fazer um ritual desses eu acabo ficando muito mais tempo, porque me vem a cabeça pessoas suas dificuldades e então, me ponho a orar por elas, entoo mantras visualizando suas curas, envio reiki....literalmente entro em outro mundo, o mundo da magia pura, o mundo da paz, da luz, me sinto muito bem ali...normalmente me chegam inspirações e esclarecimentos que no meu dia a dia corrido deveria acessar, mas que não me foi possível, devido as turbulências da vida profana.

É verdade que procuro a magia da vida o maior tempo possível, nas pequenas coisas, porque sei que é assim que se vive, mas negar que vivemos em um mundo real, profano, promíscuo, com atmosfera densa e insalubre, é pura ingenuidade. Negar o negativo, não nos faz crescer e nem tão pouco nos afasta dele, se não se tem contra o que lutar, para que então precisamos dos instrumentos mágicos, para brincar de maguinho?

É muito lindo ter uma espada do tamanho de um elefante, mas fazer o que com ela, levar para os rituais e ficar bradando ela no ar, fazendo encenação...bem o ritual fica bonito, fica pomposo...e daí? Existe uma duplicidade etérea dessa espada? Ela acessa no mundo do outro lado? Ela irá realmente te defender atuando nos inimigos de lá para tua proteção e segurança?

Algumas vez alguém aí já sonhou que estava sendo perseguido por bandidos, correndo feito doidos...então se sabe, no subconsciente, que todo mocinho tem que ter uma arma para atirar nos bandidos, então tu sacas a arma, ela está em tua mão, mas quando realmente vais atirar, olhas e vês apenas teus dedos apontando para o bandido....às vezes a gente acorda aí, às vezes a gente leva o tiro, e depois acorda...ou então, o sonho pula para outro, sem que haja continuação. De qualquer forma a mensagem é clara, temos que nos defender de algo ou alguém, existe uma coisa a querer nos fazer mal, pior que muitas vezes somos nós mesmos o nosso algoz, e nem se quer suspeitamos.

Ter instrumentos mágicos é legal, ritualizar com eles, mais ainda, mas saber utilizá-los corretamente, e principalmente para auxiliar na nossa auto-transformação, de forma que nós mesmos tenhamos em nós as características de nossos instrumentos é melhor ainda....se conseguirmos chegar aí, sem que eles existam no plano material, conforme mensagem do Peregrino, melhor ainda........isso é uma linda meta a ser atingida, uma meta que deriva de muito aprendizado, muito conhecimento, e a aplicação deste com muita sabedoria, ainda penso que isso é para poucas pessoas, porque se assim não fosse, a densidade de nosso planeta já estaria mais rarefeita, a humanidade, estaria mais próxima do que se costuma pensar sobre o que é um ser HUMANO. Isso tudo sem falar nas formas distorcidas de praticar magia, de se praticar a religiosidade, seja lá em que religião for.

Ser positivo é uma coisa, ter ilusão, mergulhar num véu de maya e ficar sentindo-se borboletas diáfanas exuberantes, desconectadas com o que está a volta, é outra bem diferente.

Ser luz, sentir-se iluminada, manter esse padrão, e mais iluminar, é real. Dizer-se iluminada, mergulhada em luz, sem fazer com que ela se espraia e penetre trevas....não é luz, é purpurina, é brilho ilusório. Se assim não fosse, nossos queridos alquimistas herméticos não falariam do ouro de tolo, o falso ouro....e isso é o que mais tem por aí.

Bençãos Plenas meus queridos...saibam que pouco sei, mas o que sei, deixei entrar no meu coração, após ser decodificado pela razão, e lá em meu coração tenho vocês, então, o que possuo também é de vocês.

Luma Elora Aislin...faz tanto tempo que escrevi que nem sei mais.....

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Instrumentos mágicos.



Os instrumentos devem ser purificados, consagrados e honrados, são companheiros de jornada, são simbólicos cheios de energia e propósitos, podem ficar guardados.....por longa data, podem ficar sem serem usados, mas assim como os verdadeiros amigos, sempre estarão ali....para lembrar que a magia é muito mais um ato de viver, do que algo que se pode ou não apenas usufruir......

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Nossos instrumentos: A vassoura.

>> terça-feira, 12 de novembro de 2013



A Vassoura;

As Bruxas usam vassouras em magia e em rituais. É um instrumento sagrado tanto à Deusa como ao Deus. Isto não constitui novidade; no México pré-colombiano uma espécie de deidade bruxa,Tlazelteotl, era representada voando nua sobre uma vassoura. Os chineses cultuam uma deusa das vassouras que é invocada para trazer bom tempo em períodos de chuva.
Além disso, provavelmente devido a seu formato fálico, a vassoura se tornou um instrumento poderoso contra pragas e praticantes de magia negra. Quando colocada no chão transversalmente à entrada da casa, a vassoura barra quaisquer encantamentos lançados contra a casa ou seus ocupantes. Uma vassoura sob o travesseiro traz sonhos agradáveis e protege a pessoa.
As Bruxas européias passaram a ser identificadas com as vassouras porque ambas eram associadas à magia pelo conhecimento popular e religioso. As Bruxas eram acusadas de voar em cabos de vassoura, e isso era considerado uma aliança com as "forças obscuras". Tal ação, se pudesse ser praticada, seria realmente sobrenatural, e assim, demoníaca a seus olhos, contrastando com as simples curas e encantos de amor realmente praticados pelas Bruxas. Obviamente, o mito foi criado pelos perseguidores de Bruxas.Alguns Wiccanos afirmam que bruxas "voavam" em vassouras pulando no solo, do mesmo modo como crianças em cavalinhos de pau, para promover a fertilidade dos campos. Acredita-se, ainda, que as lendas de bruxas voando em vassouras eram uma explicação pouco sofisticada para a projeção astral.
Ainda hoje a vassoura é utilizada na Wicca. Um Wiccano pode iniciar um ritual varrendo levemente a área (dentro ou fora de casa) com sua vassoura mágica. Após isso, o altar é preparado, os instrumentos são nele arrumados e o ritual pode assim ser iniciado.

Este ato de varrer é mais do que uma limpeza física. Na verdade, os pêlos da vassoura nem precisam tocar o chão. Enquanto varre, o Wiccano pode visualizar a vassoura eliminando os excessos astrais que surgem onde humanos vivem. Isto purifica a área, permitindo assim melhores trabalhos rituais.
Sendo a vassoura um purificador, ela é associada ao elemento da Água. Assim, é também utilizada em todos os tipos de encantamentos com água, inclusive os de amor e de trabalhos psíquicos.
Muitas Bruxas colecionam vassouras, e sem dúvida sua infindável variedade e os materiais exóticos utilizados em sua confecção tornam este um hobby interessante.
Se desejar fazer sua própria vassoura mágica, pode tentar a velha fórmula de utilizar um cabo de freixo, galhos de bétula amarrados com ramos de salgueiro. O freixo é protetivo, a bétula purificante e o salgueiro é sagrado à Deusa.
Obviamente, um galho de qualquer árvore ou arbusto pode ser utilizado no lugar da vassoura (ao cortá-lo, agradeça à árvore pelo sacrifício, utilizando palavras como as contidas na seção "Um Guia Herbáceo" do Livro de Sombras das Pedras Erguidas, Seção III).
Pode-se usar também uma pequena vassoura de folhinhas de pinho.
Nos antigos casamentos escravos na América, assim como nas núpcias Ciganas, o casal geralmente pulava ritualmente por sobre uma vassoura para solenizar sua união. Tais casamentos eram comuns até tempos recentes, e ainda hoje casamentos Wiccanos e pagãos incluem um pulo por sobre uma vassoura.
Muitos encantamentos antigos envolvem a utilização de vassouras.
Em geral, a vassoura é um instrumento purificador e de proteção, utilizado para limpar ritualisticamente a área de magia ou para proteger um lar ao ser colocada na entrada, sob a cama, em peitoris de janelas ou nas portas.
A vassoura utilizada em magia, como todos os instrumentos mágicos, deve ser reservada para esse único fim. Se desejar comprar uma vassoura, tente encontrar uma arredondada; as vassouras horizontais aparentemente não possuem o mesmo efeito.

Guia Essencial da Bruxa Solitária.
Scott Cunningham

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As vassouras numa crônica de Rubem Alves.

>> segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013




Rubem Alves


Sobre bruxas e vassouras:
As bruxas foram invenção da Inquisição. Para justificar a sua queima, diziam que eram adoradoras do demônio.



Nunca entendi as razões por que as bruxas usavam vassouras como seu meio de transporte. Pelo que sei, as bruxas são entidades dotadas de grande poder, e não há razões para que saiam pelos céus exibindo a sua indigência, usando esse objeto sujo como se fosse um disco voador. Eu preferiria, para seguir as histórias das mil e uma noites, que elas viajassem num tapete persa mágico ou que cavalgassem um macio dragão soltando fogo pelas ventas.
Mas todas as coisas, mesmo as mais estranhas, têm as suas razões. Aprendi que é fato comprovado: as bruxas viajavam por terras maravilhosas e desconhecidas tendo uma vassoura no meio das pernas.
Aconteceu assim.
Ia eu numa das minhas caminhadas matutinas pela fazenda Santa Elisa quando me vi diante de uma árvore cheia das flores brancas vulgarmente chamadas trombetas, pendentes dos galhos como pequenos lustres. Essa flor, eu a conheço desde a minha infância. Elas são grandes, lindas e perigosas. Sua brancura esconde poderes alucinógenos incomparáveis. Podem ser letais. Sei de um pesquisador sóbrio que só de manipular essa flor no laboratório ficou doidão.
Comentei esse fato com o cientista que me acompanhava, e ele me informou que, segundo informações da internet, há uma curiosa relação entre essa flor, nome científico datura suaveolens, e a lenda das bruxas que voam montadas em vassouras. Quem quiser que entre no Google: +datura+witch.
As bruxas foram uma invenção da Inquisição. Para justificar a sua queima nas fogueiras pela glória de Deus, diziam que eram adoradoras do demônio. E mais, que até transavam com o dito. Na verdade, as mulheres que a Inquisição amaldiçoou com o nome de bruxas eram sacerdotisas de uma antiqüíssima religião matriarcal anterior ao cristianismo baseada na Terra, no ciclo dos astros, no tempo e nas plantas e animais. Faziam, com freqüência, uso de plantas psicoativas em busca de sabedoria e de experiências com o sagrado.
Uma das poções alucinógenas usadas por elas tinha o nome de "ungüento voador", feita com uma mistura de ervas, uma delas sendo a trombeta ou datura, que era também conhecida como "o suco da alegria". A datura, misturada com várias outras ervas, era fervida em óleo, provavelmente num caldeirão, e depois bebida num ritual. Aquelas que a tomavam tinham alucinações, delírios e amnésia. A experiência devia ser boa -caso contrário teria sido abandonada.
Aconteceu, entretanto, que em decorrência dos seus perigos, as sacerdotisas trataram de inventar uma versão mais suave e segura. Ao invés de beber a poção, imaginaram esfregá-la em mucosas sensíveis. Assim, fazia-se a poção mágica mexendo a beberragem com uma vassourinha de pelos macios. A vassourinha de pelos macios era então usada para umedecer as mucosas das regiões entre as pernas, genitais. Assim, vinham-lhes deliciosas alucinações, e elas voavam, montadas na vassourinha...
Está assim explicada a lenda das bruxas montadas nas vassouras. Mas bruxa velha, com nariz adunco e comprido, chapéu preto e pontudo, isso é invenção de padre. Acho que as sacerdotisas podiam até ser muito bonitas...

Um texto de Rubem Alves
um bruxo das letras
que com certeza voa muito 
nas vassouras da imaginação,
da criatividade, da sabedoria...
entre outras.....

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Nossas sagradas vassouras.

>> terça-feira, 29 de junho de 2010




Em um artigo de Charles G. Leland e Albert Barrére (”A Dictionary Of Slang, Jargon and Cant”), é-nos dito que um termo de gíria de antigamente para um pênis artificial era um “cabo de vassoura”, e as genitais femininas eram conhecidas vulgarmente como “a vassoura” “Dar uma escovada” era o mesmo que ter relações sexuais.

A vassoura pode ser vista como nada mais nada menos que a própria representação do rito sexual, com o cabo (pênis) ligado ao tufo (vagina). Essa definição provavelmente é muito antiga, especialmente se analisarmos o mito de “bruxas voando em vassouras”.

Há uma teoria bastante provável de que as bruxas, para abençoar as colheitas (em um ritual de fertilidade), pulavam sobre vassouras à noite nos campos. Quanto mais alto se pulasse, maior a bênçãos da fertilidade. Além de tudo, era mais divertido.

Uma teoria como essa pode ser ou não verdade, mas o fato é que faz bastante sentido. Algumas pessoas devem ter visto essa cena se repetir e espalhou-se que as bruxas “voavam” em suas vassouras. Todo o rito de fertilidade, o simbolismo sexual da vassoura, os festivais da colheita e as bruxas. É muito mais razoável do que simplesmente dizer que elas voavam mesmo em vassouras.

Com o passar do tempo, os cabos das vassouras passaram a ser feitos com materiais mais duráveis, e a combinação comum era de galhos de bétula para a escova, estaca cinzenta para o cabo e salgueiro de vime para amarrar. Mas isso variava bastante de região para região. Em outros lugares, as madeiras tradionais são os ramos de carvalho para os galhos, nogueira para o cabo e bétula para amarrar.Todas essas plantas e árvores são cheias de significados mágicos e sagrados, aparecendo inclusive no alfabeto das árvores druidas (Ogham). Claro que isso é uma mistura total de culturas, mas os bruxos modernos têm todas essas informações disponíveis e podem usá-las em suas práticas, se seguirem uma linha mais eclética.


Fazendo a sua própria vassoura:

O festival celta de Imbolc é um período de purificação e é a época ideal para confeccionarmos uma vassoura, mas você pode confeccioná-la quando quiser. Ela servirá para varrermos tanto fisicamente como energeticamente as energias do local ritual, além, é claro, de varrer a sua casa. Salgueiro é “a árvore sagrada dos celtas” e é tradicionalmente a madeira usada para se fazer a vassoura. No entanto, qualquer madeira que lhe tenha um significado especial pode ser usada. Além do cabo da vassoura, você precisará de:- ramos e folhagens (pode ser também de salgueiro, ou de algumas ervas como arruda);- pincel e tintas coloridas;- fitas coloridas; Pinte o cabo da vassoura da maneira que quiser. Seja criativo(a); utilize cores e símbolos da maneira que achar melhor para você. Você pode pintar o cabo nas cores branca, preta e vermelha, que são as coresque representam as três faces da Deusa. Deixe um dia secando.

Faça uma trança com as fitas que você escolheu. No dia seguinte, amarre as folhas ou folhagens em uma das pontas do cabo e prenda-as com as cordas trançadas.

Depois que a vassoura estiver pronta, você deve consagrá-la. Para isso,acenda um incenso de sua preferência e passe toda a vassoura pela fumaça, dizendo:Eu te consagro pelo elemento ar.

Em seguida, passe a vassoura pelas chamas de uma vela vermelha e diga: Eu te consagro pelo elemento fogo.

Respingue um pouco de água na vassoura e diga: Eu te consagro pelo elemento água.

Toque o cabo da vassoura em um pires de sal, dizendo: Eu te consagro pelo elemento terra.

Sua vassoura está consagrada e pronta para ser usada.

Para limpar os lugares apenas energeticamente, varra a casa sem encostar a vassoura no chão, apenas simbolicamente, enquanto mentaliza todas as energias ruins sendo varridas de sua vida.Você também pode repetir este procedimento dentro do círculo ritual.

A vassoura pode ser usada para proteger a sua casa, bastando colocá-la atrás da porta principal.

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Quem me Acompanha

Livros que Aconselho

  • A Agenda Pleiadiana de Barbara Hand Clow
  • A Arte da Guerra de Sun Tzu
  • A Chave do Grandes Mistérios de Éliphas Lévi
  • A Ciência dos Espíritos de Éliphas Lévi.
  • A Dança Cósmica das Feiticeiras de Starhawk, Gui de Rituais para Celebrar a Deusa
  • A Décima Profecia de James Redfield
  • A Profecia Celestina de James Redfield
  • A Reencarnação de Papus
  • As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley
  • Brida de Paulo Coelho
  • Como Trabalhar Intuitivamente com os Símbolos de Helmut Hofmann
  • Dogma e Ritual de Alta Magia de Éliphas Lévi
  • Luz Emergente de Barbara Ann Brennan
  • Mensagens do Astral de Ramatis
  • Mistérios Nórdicos de Mirella Faur
  • Mãos de Luz, Um guia para a cura através do campo de energia humana, de Barbara Ann Brennan
  • O Arcano dos 7 Orixás de F. Rivas Neto
  • O Caminho do Amor de Osho
  • O Guia da Tradição Wicca para Bruxos Solitários de Raymond Buckland
  • O Mundo dos Anjos e os Devas de Michael Coquet
  • O Poder da Bruxa de Laurie Cabot, A Terra, A Lua e o Caminho Mágico Feminino
  • O Poder do Subconsciente de Dr. Joseph Murphy
  • O Significado da Bruxaria de Gerald Gardner
  • O Tao da Física, Um paralelo entre a física moderna e o misticísmo oriental, de Fritjof Capra
  • Reiki Essencial de Diane Stein
  • Rituais Celtas de Andy Baggott
  • Umbanda a Protossíntese Cósmica de F. Rivas Neto
  • Umbanda Sagrada de Rubens Saraceni
  • Wicca, A Grande Arte da Bruxaria Verde de Ann Moura (AOUMIEL)

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